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Viva à vida!

Não quero dinheiro.
Não quero gravata.
Não quero carro.
Não quero uma vida presa a banalidades.

Quero conhecer.
Quero produzir.
Quero transmitir.
Quero aprender.
Quero sofrer.
Quero viver.

Está decidido: não dedicarei minha vida a algo pela pura cobiça; pela busca de sobrevivência urbana. Pouco importa se terei televisão a cabo, ou se frequentarei bons restaurantes. Isso não me trará felicidade. Feliz serei vivendo o mundo que me preenche. Que me faz sentir mais vivo que Cristo ressuscitado. Amém.

É hoje que eu morro!

Esfihas;
Passatempo;
Donut;
Feijoada;
Refrigerante;
Banana;
Pêra;
Pão com mortadela.

Tudo isso em menos de 6 horas. E ainda pretendo comer um Big Tasty ao final do dia.
Meu pobre coração não vai aguentar.

Dia de chuva.

Dez horas da manhã.
O sol, que geralmente inunda meu quarto com suas cores, estava timidamente escondido entre nuvens.
Uma fina chuva, semelhante a açúcar de confeiteiro, caia.
Fui obrigado a rasgar meus sonhos e planos. Um dia perfeito tornou-se lamento.
O marasmo televisivo me torturava. Precisei levantar antes que o controle remeto quebrasse.
A única solução era fugir para algum livro; buscar refugio na imaginação alheia. Mas não adianta: um mundo mais cinzento que o meu não era o que buscava.

Meio dia e o céu ainda chora. Quem deve chorar sou eu, encarcerado, sozinho.

Desisto.
Vou voltar a dormir. Vou voltar a sonhar. Vou voltar a pedir:
“Venha Sol. Venha, e me leve embora”.

Cemitério Virtual

Blog querido, que no limbo se encontra,
Não pense que o esqueci.
A criatividade, que a mim sempre faltou,
foi tentar a sorte além mar.
Não pretende voltar tão cedo.
Sem o que dizer fico eu enquanto isso.
Juro-lhe, no entanto, que um dia eu volto.
Conhecimentos infinitos hão de vir.
Interessantes textos poderei produzir.
Da companhia do kit.net
poderei enfim tirá-lo.

Minha adolescência foi normal. Importava-me apenas com tiros, explosões, mulheres, rock’n'roll, porradaria, mulheres, comida farta, piadas escatológicas, video-game, e mulheres. Um típico adolescente “macho man”. Qualquer coisa que não tivesse nenhuma dessas palavras era coisa de baitola, e quem as “consumisse” merecia ser zoado.

A vida, no entanto, nos prega boas peças, ou não. Eu amadureci. Mudei completamente. Não discrimino ninguém por ser homossexual; gosto de filmes inteligentes; músicas bem estruturadas; humor sarcástico; ainda gosto de mulheres, claro, mas tenho uma outra visão sobre beleza, relacionamentos, e tudo mais que as envolve.
Passei até a apreciar poesia, a antítese de todo o estilo de vida que levava no passado recente. Apesar de toda essa drástica mudança comportamental, ainda faltava uma coisa para coroar o novo Raphael: sensibilidade.
Era frustrante me deparar com uma tragédia, real ou não, e continuar impassível. Eu precisava mudar. Precisava entrar em contato com meu lado feminino; ou lado chorão, como preferir.

Comecei uma maratona esmagadora de filmes, com muita porrada no coração, para tentar amolecê-lo um pouco. Dramas, dramas, alguns dramances, e mais dramas. Eu precisava chorar. E finalmente consegui. Doce Novembro foi demais para mim. Ok, não chorei, e ainda não choro, mas meus olhos se encheram de lágrimas. Isso já era o bastante para mim.

Na verdade, é muito mais do que eu esperava. Esse fato abriu a torneira e não consigo mais fechar. Qualquer filmezinho mela-cueca já é o bastante para encher meus olhos. Isso se tornou preocupante quando, ao assistir um filme qualquer da Disney sobre uma patinadora no gelo, meus olhos não só se encheram, como uma lágrima escorreu.
Um filme sobre patinação no gelo me fez chorar. Como assim? Em que tipo de maníaco eu me tornei? O que eu faço para parar com isso? Quero ser macho de novo!

Não direi nada. Vou deixar que o vídeo fale por si.


Melhor disco que descobri este ano.

Que disco, que disco! Meu Deus. Não consigo parar de ouvir. Uma música melhor, mais empolgante e emocionante, que a outra. Ela é uma das melhores intérpretes da atual geração. Qualquer música que cai em suas mãos se torna ouro. Santos genes Elisreginianos.



200 post.

Isso mesmo. 200. Quem diria, quem dirá, quem disse?

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